Quem escreve a história a marca — Nota de pesar por Zuenir Ventura

O Comitê Chico Mendes lamenta, nesta terça-feira, 22, o falecimento do jornalista e escritor Zuenir Ventura, aos 95 anos, devido a uma pneumonia. Ele é autor, entre outros, do livro “Chico Mendes: Crime e Castigo”. Com uma carreira de mais de 60 anos, Ventura presenciou e escreveu episódios históricos para o Brasil, como o assassinato de Chico Mendes.

Segundo Gomercindo Rodrigues, companheiro de luta de Chico, Ventura foi quem, como jornalista, veio a Xapuri pouco depois do assassinato de Chico Mendes, escrevendo várias reportagens.

Sensibilizado com a situação do então garoto Genésio, principal testemunha contra os assassinos e mandante, conseguiu autorização para levá-lo para o Rio de Janeiro, trazendo-o apenas durante o julgamento e ficando com sua guarda até os 18 anos. 

Quinze anos depois, Zuenir voltou para “refazer o caminho” das primeiras reportagens, foi quando escreveu "Chico Mendes: Crime e Castigo". Zuenir deixa, sim, um legado muito importante para o jornalismo brasileiro. Além disso, deixa a mulher, Mary Ventura, e os dois filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura.

Conforme o G1, Ventura era Imortal da Academia Brasileira de Letras, sétimo ocupante da Cadeira n.º 32, sendo eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna.

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